
Já aqui falámos deste livro.
Agora, Luis Crespo de Andrade e Paulo Sucena vão apresentá-lo no dia 28, às 18:30 horas, na Livraria Círculo das Letras.
Apareça!
Ontem, ao fim do dia telefonaram-me: "Morreu o Joaquim." Morreu Joaquim Pinto de Andrade. No meio da crónica. Da sua crónica. Vão dizer: ele era angolano. E era-o. Ninguém conheci, dos pais da nacionalidade angolana, que pudesse dizer o mesmo que ele: não feri o meu país. Ele foi a coragem serena que lhe valeu prisões durante a Angola colonial, ele foi a fraternidade angolana quando o país se dilacerou em guerras civis, ele foi a honestidade quando Angola se ofuscou de falsa riqueza. Ele foi o angolano perfeito em tempos terríveis. E eu sei porquê: ele era um meteco. Um cidadão do mundo.



Texto enviado por João Paulo Nobre (Coimbra)
Foto "tirada" do Terra Viva
Está a decorrer, neste mês, uma homenagem ao arquitecto, pintor, ilustrador e cartoonista João Abel Manta. A iniciativa é da responsabilidade da Humorgrafe (Osvaldo Macedo de Sousa) e do BDjornal (J. Machado-Dias / Clara Botelho) e visa reconhecer a sua obra artística. Para o efeito, a Humorgrafe e a BDjornal lançaram um concurso de caricaturas e ilustrações, dirigido a cartoonistas, banda-desenhistas e ilustradores, a incluir numa exposição e catálogo de tributo àquele que é considerado um dos grandes cartoonistas portugueses de sempre.


Directa de Nuno Bragança (1929-1985) é um romance que ficcionaliza a experiência do autor em ajudar pessoas a «dar o salto» para fora de Portugal, por razões políticas. O tema em afinidades com o Cinco Dias, Cinco Noites de Manuel Tiago/Álvaro Cunhal, mas o ambiente e o estilo da narrativa são bem diferentes. O protagonista conhece tão bem os meandros da luta contra o regime como a vida nocturna de uma Lisboa em muitos aspectos já desaparecida. Em vez do estilo seco, preciso e sóbrio e das personagens desenhadas à luz do neo-realismo de Manuel Tiago, Nuno Bragança adopta um estilo que flui ao sabor de uma imaginação por vezes delirante, indo beber ao surrealismo, à literatura americana dos anos 40 e à poesia modernista.

Acabou de sair na edição deste mês do Le Monde Diplomatique - ed. portuguesa um artigo de fundo sobre "A resistência antifascista: colheita de 2007", por Daniel Melo.
O artigo "A memória pública da ditadura e da repressão", de Irene Pimentel, foi recentemente disponibilizado no site do Le Monde diplomatique - edição portuguesa, como homenagem por ter recebido o Prémio Pessoa. Este artigo fora originalmente publicado na edição de Fevereiro de 2007 daquele jornal, no dossiê «Os silêncios da História», co-organizado por Daniel Melo e o qual contou ainda com os contributos de José Manuel Sobral e Sérgio Godinho (tal como foi aqui noticiado oportunamente).