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domingo, 23 de setembro de 2007

CONGRESSO INTERNACIONAL «A RESISTÊNCIA DA GALIZA AO FRANQUISMO»

Organizado pela Associação da Galiza de Vítimas do Genocídio Franquista, realiza-se de 8 a 12 de Outubro, em Ferrol, o O Congresso Internacional A Resistência da Galiza ao Franquismo:

PROGRAMA:

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

MANHÃ

9,30: Acto de Abertura com personalidades convidadas.
10,00: CONFERÊNCIA: Ferrol Derrota o Golpe de Mola: Os Cabos Republicanos da Armada.
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: Benjamim Balboa.
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: Acontecimentos no «Libertad», «Cervantes», «Jaime I»: os Protagonistas.
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: A Batalha de Ferrol, dias 20, 21 e 22 de Julho de 1936.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: Ferrol franquista decissivo para a derrota da República.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: os Verdugos Franquistas em Ferrol.
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

MANHÃ

10,00: CONFERÊNCIA: A Participação da Alemanha de Hitler na Guerra contra a República (tropas, frota, aviação, artilharia, blindados, Legião Côndor, etc.).
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: Ferrol, Vigo, A Crunha, a Galiza bases nazistas durante uma década, 1936-46.
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: A Participação da Itália de Mussolini na Guerra contra a República.
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: A Participação do Portugal Salazarista na Guerra contra a República.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: A Participação dos EUA, GB, França, etc. na Guerra contra a República: financiamento, combustível, transporte, etc.; o Comité de Não Intervenção.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: Franco desencadeia a II Guerra Mundial ?
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

MANHÃ

10,00: CONFERÊNCIA: A Solidariedade Internacional Não Governamental: as Brigadas Internacionais.
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: A Solidariedade Internacional Governamental: URSS, México, etc.
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga (Mercedes Nunhez).
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga: o Caso da Áustria.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga: o Caso da Checoeslováquia.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: O Tribunal Militar Internacional de Nuremberga: o Caso da República espanhola.
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

MANHÃ

10,00: CONFERÊNCIA: A Resistência Popular da Galiza.
10,45: Comunicações e Colóquio.
11,00: Pausa
11,15: CONFERÊNCIA: A Resistência Armada da Galiza (1936-1965).
12,00: Comunicações e Colóquio.
12,15: Pausa.
12,30: CONFERÊNCIA: A Resistência Política da Galiza.
13,15: Comunicações e Colóquio.

TARDE

16,00: CONFERÊNCIA: A Resistência Diplomática da Galiza.
16,45: Comunicações e Colóquio.
17,00: Pausa.
17,15: CONFERÊNCIA: A Resistência à Espoliação Económica da Galiza.
18,00: Comunicações e Colóquio.
18,15: Pausa.
18,30: CONFERÊNCIA: A Resistência Linguística e Cultural da Galiza.
19,15: Comunicações e Colóquio.
19,30: CONCLUSÕES.

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

10,00: A VOZ DAS VÍTIMAS DO FRANQUISMO e actos poético-musicais.
12,00: Roteiro em auto-carro pela cidade: Cantão, Arsenal, Escola Obreira, Ponte das Cabras, Alcampo, Trincheira, as Pedras de Carança, Vilar Quinte e Serantes com homenagem.
13,30: Entrega de Diplomas.
14,30: Comida-Festa de Fraternidade.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Dionísio Pereira vai a julgamento por ter dito a verdade

Pela mão do historiador Daniel Lanero Táboas, chegou-nos nova informação sobre o caso Dionísio Pereira (caso aqui por nós divulgado), que passo a transcrever:
"Caros amigos,
Aproveito a miña primeira incursión no Não apaguem a Memória! para reproducir o seguinte e-mail enviado por Dionísio Pereira, investigador galego adicado (entre outros asuntos) ó estudo da represión franquista. Daniel Lanero Táboas.
«Manifesto:
A todos/as os/as historiadores/as e investigadores/as. Compañeiras, compañeiros:
Como sabedes, hai poucos días foi admitida a trámite polo Xulgado de 1ª Instancia de A Estrada unha demanda contra min por parte da familia de Manuel Gutiérrez Torres, "camisa vella", antigo xefe local de Falanxe e ex alcalde de Cerdedo ate os anos 60. Non abundarei na cuestión, porque vos supoño coñecedores/as (ver a páxina web www.sinhorafranio.com) dos detalles do asunto; tan só informarvos que a miña avogada considerou interesante a publicación na prensa dun manifesto a prol da liberdade de creación científica, na que se insire o labor do/a historiador/a, apoiado polo maior número de persoas adicadas a este tipo de traballos. O devandito manifesto, apoiado polas sinaturas, podería ser presentado no xulgado no momento procesal máis indicado, de acordo coa evolución do xuízo ou dun posible recurso.
En consecuencia, envíovos o devandito manifesto (redactado por colegas solidarios) no arquivo adxunto e solicito a voso apoio. A efectos de posible presentación no Xulgado, sería preciso o voso DNI, así como o lugar de residencia e a profesión. As sinaturas recolleríanse neste correo ou no de Xoán Carlos Garrido.
Obrigado a todos e todas de antemán.
Saúde
Dionísio Pereira».

PD (de Daniel Lanero): algunhas informacións sobre este desagradable e incrible asunto xa circularón pola blogesfera lusa, en concreto en "Peão" en febreiro deste mesmo ano.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Lágrimas fascistas: construindo a vitimização na Espanha franquista

O historiador espanhol Antonio Cazorla-Sanchez (Trent University, Ontário, Canadá) profere esta 6.ª feira uma conferência sobre a construção da vitimização dos vencedores sob o franquismo, no âmbito do Seminário de Investigação CEHCP/ICS.
Intitulada «Fascist tears: constructing victimhood in Franco's Spain», a palestra decorrerá às 13h30, na sala de aulas 2 do ICS-UL (Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9; estação de metro Entrecampos). A organização cabe a António Costa Pinto (ICS-UL) e Luís Nuno Rodrigues (CEHCP-ISCTE).
Pode-se ter uma ideia do fio condutor da comunicação pela leitura de 2 textos saídos no El País: «Qué hacer con nuestra guerra» (4/IV/2005) e «El secuestro del dolor» (27/XI/2005).
Cazorla-Sanchez é autor, entre outros livros, de Las políticas de la victoria: la consolidación del nuevo estado franquista (1938-1953), Madrid, Marcial Pons, 2000.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Comunismo e Guerra Civil de Espanha

O Centro de Estudos de História Contemporânea do ISCTE, por iniciativa de João Arsénio Nunes e do companheiro do NAM José Neves, realiza esta 5.ª feira uma conferência alusiva à Guerra Civil de Espanha e ao papel dos comunistas numa das maiores tragédias do século XX, da qual emergeria a ditadura franquista. Aproveita-se para respigar o texto relativo à palestra do historiador Daniel Kowalsky:
"No âmbito do seminário permanente que tem vindo a decorrer desde o mês passado dedicado ao tema Comunismos: História, Poética, Política e Teoria, tem lugar na próxima quinta-feira, no auditório B203 do ISCTE (edifício novo), às 17,30h., a sessão dedicada ao tema «Comunismo na guerra civil de Espanha».
O conferencista é desta vez DANIEL KOWALSKY, Professor da Queen’s University de Belfast e actualmente um dos mais reputados especialistas mundiais sobre este tema. A sua tese de doutoramento realizada na Universidade de Wisconsin, Stalin and the Spanish Civil War, mereceu o American Historical Association's Gutenberg-e Prize em 2001. Actualmente desenvolve também pesquisa sobre cinema espanhol na época da transição para a democracia e é ainda o editor da série respeitante à União Soviética da publicação oficial dos Documentos Britânicos de Política Externa. Tem orientado seminários de investigação na Sorbonne e na London School of Economics, bem como em Espanha e nos EUA.
Em conclusão da sua tese, defende que «em todas as facetas do envolvimento soviético nas questões espanholas durante a guerra civil, a posição de Estaline nunca foi de força, mas antes de fraqueza». A iniciativa conta com o apoio do British Council e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia."
Nb: imagem retirada daqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Formação e consolidação do salazarismo e do franquismo (anos de 1930 e 40)

É já na próxima semana que se realiza o III Encontro Luso-Espanhol de História Política, desta feita dedicado à «Formação e consolidação do salazarismo e do franquismo nas décadas de 1930 e 1940».
O encontro académico decorrerá na Universidade de Évora a 4 e 5/VI (sala 131 do Colégio do Espírito Santo), por iniciativa do seu centro de investigação CIDEHUS.
Para mais informações sobre as comunicações vd. o respectivo programa.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Fernando Ruiz Vergara: crónica de uma perseguição política

Por sugestão da Paula Godinho, deixada na caixa de comentários do post dedicado a Dionísio Pereira, reproduzimos a seguir as informações que Dulce Simões nos fez chegar sobre o cineasta Fernando Ruiz Vergara, o qual foi, tal como aquele historiador galego, julgado em tribunal simplesmente porque fez um documentário em que denunciava crimes do franquismo. Aí foi condenado e se proibiu a exibição do seu filme «El Rocio» (1980). Aproveita-se ainda para deixar aqui um texto de enquadramento de Germinal e uma resenha crítica ao filme.
"Fernando Ruiz Vergara realizou nos finais dos anos 70 um documentário denominado «Rocio», que para além da famosa romaria de Huelva, aludia à guerra civil em Almonte e à repressão franquista, identificando as vítimas e os principais responsáveis pela repressão. Como consequência, a família Reales destruiu-lhe a vida, a película foi censurada e proibida em Espanha, e Fernando Ruiz Vergara foi condenado a dois anos e meio de prisão, a uma multa de 50.000 ptas., e ao pagamento de dez milhões de pesetas de indemnização à família Reales. Isto ocorreu durante a transição da UCD para a maioria absoluta do PSOE, em 1982. Arruinado, destroçado e deprimido Fernando Ruiz Vergara ficou só, e o advogado apenas conseguiu livrá-lo da prisão. 25 anos passados, outra «família Reales» mantém o Poder de destruir a vida de um historiador que, como Fernando Ruiz Vergara, apenas lutava pela recuperação da memória histórica. No site http://www.rojoynegro.info/2004/article.php3?id_article=13282 podem aceder ao movimento de solidariedade para com Dionisio Pereira, encetado por um grupo de historiadores espanhóis. 17 de Fevereiro de 2007."
Dulce Simões

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Em defesa de Dionísio Pereira, por uma memória histórica livre

O historiador galego Dionísio Pereira, especialista do franquismo, será hoje julgado em tribunal por ter firmado num livro de História (A IIª República e a represión franquista no concello de Cerdedo) os nomes dalguns algozes da repressão franquista. A situação é grave, e está a ser denunciada pela opinião pública. Esperemos que prevaleça o bom senso em tribunal e que a sentença dê antes um aviso aos acusadores de que quem cometeu crimes não pode ver esses crimes limpos pela amnésia forçada.
Uma carta aberta do Dionisio Pereira foi transcrita aqui pelo Daniel Lanero Táboas, outro historiador galego que já colaborou neste blogue. Aqui fica registado como tudo começou, em tradução livre dum texto original da Unión Libertaria reproduzido pela Indymedia Galiza:
"A 12 de agosto de 2006, Verbo Xido, Asociación Ecoloxista e Cultural da Terra de Montes, organizou umas jornadas de recuperação da Memória. Falaram várias associações, apresentou-se um livro de Dionisio Pereira, organizou-se uma rota por lugares da repressão, e descerrou-se uma placa, colocada sobre uma formosa pedra talhada por um canteiro local, em memória de dois homens, Francisco Arca e Secundino Bugallo, canteiros e da CNT, torturados e assassinados a 13 de agosto de 1936 numa cuneta de Pedre. Não se sabe se os assistentes e as assistentes à homenagem choravam de emoção ou pelo fumo, pois ali mesmo alguém ateara fogo no monte há pouco tempo, e parecia provocado, pois atearam fogo em solo queimado, que ali já ardera há dois dias, como parte da vaga de incêndios deste Verão. Mais tarde alguém arrancou a placa de homenagem, que Verbo Xido repôs outra vez em novo acto, no mês de Novembro. Parece continuação destes actos que a Corporación Municipal de Cerdedo revira e anulara, de jeito não muito regular, um acordo prévio que exigia a retirada da placa com o nome dum edil implicado na repressão. E agora apresentaram duas denúncias contra Dionisio Pereira, por este parágrafo do seu livro sobre a repressão fascista na comarca de Cerdedo: «Persoas sinaladas pola súa presunta participación en diversas manifestacións da represión: Angel, Luis e Manuel Gutiérrez Torres (xefe da Falange, alcalde de Cerdedo nos anos 40 e 50), Eligio e Francisco Nieto (falanxistas)....», e por outro parágrafo semelhante nas Actas do Congreso de Memoria de Narón. Dionisio Pereira está citado a comparecer no Julgado de Paz de Cerdedo esta quinta dia 15, às 11 e às 12. Pedem-lhe que se retracte, coisa que Dionisio não pensa fazer (como pode retractar-se alguém dum trabalho de investigação?) e que indemnize os familiares."