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Teve início em Bordéus, nos dias 16-17/6. Esta 2.ª feira à tarde dá-se a partida para Hendaye. Nos dias 20-21 é a vez de Cabanas de Viriato, terra natal do diplomata (aproveita-se para salientar que dia 20 é o Dia Mundial do Refugiado e do Asilo). A 22-23 é homenageado na Univ. de Coimbra e em Tomar (sinagoga). Por fim, a 23-24/6 há jornadas em Lisboa. O programa integral pode ser consultado aqui.
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Aproveite-se para dizer que foi recentemente lançado o Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, o qual "consiste num sítio da Internet que disponibiliza informação on-line, em português e inglês, sobre a acção do cônsul português Aristides de Sousa Mendes na passagem de milhares de vistos, em 1939-1940, a refugiados de diferentes nacionalidades e proveniências geográficas, no seu posto em Bordéus".
4 comentários:
Boa malha a concepção do museu virtual e ainda por cima permite-lhe crescer sem necessitar de "encerrar para obras". Atenção aos números hiperbólicos das vidas salvas pelo benemérito cônsul de Bordéus. Ele deu os vistos que pôde e isso é mais do que suficiente. Há matérias em que quantificar só empobrece. Não foram certamente 100 mil, como já se disse, nem 30 mil. Foram os que ele, na sua total disponibilidade, conseguiu tirar do inferno da ocupação nazi. Foi essa disponibilidade que fez dele um "justo" na humanidade.
Gostei de ler e ver este post. Abraços A. Melo
Obrigado pelo comentário.
O quantitativo "30 mil" retirei-o de informação do próprio Museu Virtual, supondo basear-se em fonte credível: "Cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, Sousa Mendes salvou cerca de 30 000 pessoas, ao conceder vistos a todos os que procuravam, desesperadamente, fugir do Exército Nazi"
(cf. 2.º § de http://gsc.uatla.pt/MVASM/Projecto/Projecto.aspx).
Já agora, tem que haver um n.º, não é?
E, claro, independentemente do valor final, o que mais há a valorizar é a sua atitude, o gesto humanitário e ético, concerteza.
Tenho estado a acompanhar a história de Sousa Mendes desde 1987 quando organizei a primeira homenagem em Newark, New Jersey.
Sempre vi referência a "cerca de" 30.000 vistos, um terço dos quais para judeus.
Suponho que esta estimativa foi baseado na avalanche de refugiados que entraram em Portugal nos dias e semanas imediatamente a seguir à maratona de concessão de vistos que iniciou a 17-Junho-1940
Muito obrigado pelo reparo sobre a proporção de judeus ao abrigo dos vistos do cônsul Sousa Mendes, supunha que o quantitativo de 30 mil vistos fosse maciçamente para judeus, pelos vistos foi só 1/3 do total. Fica então a correcção.
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